terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

DIREITO PARA QUEM?: Abaixo-assinado contra a remoção da Favela do Metr...

DIREITO PARA QUEM?: Abaixo-assinado contra a remoção da Favela do Metr...: "Moradores da comunidade em assembléia Da Comissão de Comunicação da Rede de Comunidades e Movimentos contra a Violência: Como é de conhe..."

Resistência urbana



Semestre passado fiz uma apresentação para a faculdade no qual abordei o tema da favelização no Rio. Como já conhecia o drama da comunidade do Metrô Mangueira, decidi ampliar o tema explorando (infelizmente) a realidade desses cidadãos que estão prestes á perder seu local de moradia para o poder público.
Por este motivo meu interesse pelo que se passava na comunidade e os atos de resistência aumentaram. Mas pude observar que alguns já se entregaram e já tiveram suas casas derrubadas, enquantos outras ainda resistem quase que heroícamente ao caos urbano.
Pesquisando pela internet, fiquei mais tranquila ao saber que é a minoria que se entregou, aos bravos ainda resta resistir e lutar contra a remoção.
Acima segue o texto da internet retirado do site http://www.direitopraquem.blogspot.com/ que explica como eles ainda seguem lutando. Leiam e façam sua parte com relação ao abaixo-assinado.




domingo, 28 de novembro de 2010

A Experiência de Formação da Escola Nacional Florestan Fernandes



A AENFF-RJ convida para o debate:
A Experiência de Formação da Escola Nacional Florestan Fernandes

Anita Prestes (UFRJ)
Gaudêncio Frigotto (UERJ)

Dia 2 de dezembro - 18h30
Auditório 71 - UERJ
Rua São Francisco Xavier, n. 524 - Maracanã

sexta-feira, 22 de outubro de 2010



Palestra sobre a Coluna Prestes na UERJ
“COLUNA PRESTES: UMA EPOPEIA BRASILEIRA”
Palestra com a Professora Anita Leocadia Prestes
27 de outubro
19:30
RAV-94 Uerj



Serão concedidos certificados.

Fonte:http://prestesaressurgir.blogspot.com/2010/10/palestra-sobre-coluna-prestes-na-uerj.html

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Debate

Em 21 de setembro de 2010 a partir das 21 horas o Jornal BRASIL DE FATO estará promovendo um debate com os candidatos da esquerda que não são convidados para participação em debates da grande mídia.

Neste debate estarão presentes: Ivan Pinheiro, Zé Maria (PSTU) e Rui Pimenta (PCO).

O debate será transmitido em rede de Internet e para acessá-lo basta conectar-se com a página do BRASIL DE FATO: www.brasildefato.com.br

Para melhores detalhes acessem o link.

DEBATE DOS PRESIDENCIÁVEIS DA ESQUERDA

21/09/2010 - 21HORAS – TERÇA-FEIRA

IVAN PINHEIRO (PCB) – RUI PIMENTA (PCO) – ZÉ MARIA (PSTU)


Assista pela página do Jornal BRASIL DE FATO - www.brasildefato.com.br

Fonte:www.pcb.org.br

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

CHOQUE DE ORDEM - IMAGENS QUE A TV GLOBO NÃO MOSTROU




Na manhã do dia 8/10/2009 a Secretaria da Ordem Pública (SEOP), junto de cerca de 150 funcionários iniciou a retomada de área onde foi construído um prédio de seis andares no bairro Recreio dos bandeirantes. Próxima a praia, a região coleciona demolições. Há várias casas e prédios construídos de forma ilegal na região. Segundo a Prefeitura, o prédio de hoje, terá quer ser derrubado a marretadas até o terceiro andar, só depois poderão utilizar máquinas para agilizar a demolição. O prédio tinha por volta de seis famílias que tiveram - debaixo de muita chuva - retirar seus pertences enquanto funcionários já começavam a derrubar paredes na cobertura do edifício. Segundo os moradores não houve qualquer notificação prévia sobre a ação, afirmação essa, rebatida pela prefeitura que afirma que todos vem recebendo avisos desde sobre a ilegalidade da obra desde 2007.


Vale a pena se informar mais: http://www.idefacil.com.br/ouro55/?page=noticias.php&id=12853

terça-feira, 14 de setembro de 2010


VINTE ANOS SEM O CAVALEIRO DA ESPERANÇA

Anita L. Prestes

Luiz Carlos Prestes, o Cavaleiro da Esperança, faleceu em 7 de março de 1990, aos 92 anos de idade. Desde muito jovem, Prestes revelou indignação com as injustiças sociais e a miséria de nosso povo, mostrando-se preocupado com a busca de soluções efetivas para a situação deplorável em que se encontrava a população brasileira, principalmente os trabalhadores do campo, com os quais tivera contato durante a Marcha da Coluna (1924-27), que ficaria conhecida como a Coluna Prestes. Muito antes de tornar-se comunista, Prestes já era um revolucionário. Sua adesão aos ideais comunistas e ao movimento comunista apenas veio comprovar e confirmar sua vocação revolucionária, seu compromisso definitivo com a luta pela emancipação econômica, social e política do povo brasileiro. Como revolucionário Prestes foi um patriota - um homem que dedicou toda sua vida à luta por um Brasil melhor, por um Brasil onde não mais existissem a fome, a miséria, o analfabetismo, as doenças, a terrível mortalidade infantil e as demais chagas que sabidamente continuam ainda hoje a infelicitar nosso país.
A descoberta da teoria marxista e a consequente adesão ao comunismo representaram, para Prestes, o encontro com uma perspectiva, que lhe pareceu factível, de realização dos anseios revolucionários por ele até então alimentados, principalmente durante a Marcha da Coluna. A luta à qual resolvera dedicar sua vida encontrava, dessa forma, um embasamento teórico e um instrumento para ser levada adiante - o Partido Comunista. O Cavaleiro da Esperança, uma vez convencido da justeza dos novos ideais que abraçara, tornava-se também um comunista convicto e disposto a enfrentar toda sorte de sacrifícios na luta pelos objetivos traçados.
No processo de aproximação ao PCB, Prestes rompeu de público com seus antigos companheiros - os jovens militares rebeldes conhecidos como os “tenentes” -, posicionando-se abertamente a favor do programa da “revolução agrária e antiimperialista” defendido pelos comunistas brasileiros. Seu Manifesto de Maio de 1930 consagra o início de uma nova fase na vida do Cavaleiro da Esperança. A partir daquele momento, Prestes deixava definitivamente para trás os antigos compromissos com o liberalismo dos “tenentes” e enveredava pela via da luta pelos ideais comunistas que passariam a nortear toda sua vida.
Pela primeira vez na história do Brasil, uma liderança de grande projeção nacional, a personalidade de maior destaque no movimento tenentista, - na qual apostavam suas cartas as elites oligárquicas oposicionistas, na expectativa de que o Cavaleiro da Esperança pusesse seu cabedal político a serviço dos seus objetivos, aceitando participar do poder para melhor servi-las -, recusa tal poder, rompendo com os políticos das classes dominantes para juntar-se aos explorados e oprimidos, para colocar-se do lado oposto da grande trincheira aberta pelo conflito entre as classes dominantes e as dominadas, entre exploradores e explorados. Prestes tomava o partido dos oprimidos, abandonando as hostes das elites comprometidas com os donos do poder, não vacilando jamais diante dos grandes sacrifícios que tal opção lhe acarretaria.
Tratava-se de um fato inédito, jamais visto no Brasil. Luiz Carlos Prestes, capitão do Exército, que se tornara general da Coluna Invicta, que fora reconhecido como liderança máxima das forças oposicionistas ao esquema de poder vigente no Brasil até 1930, talhado, portanto, para transformar-se no líder da “revolução” das elites oligárquicas, numa liderança política confiável dessas elites, usava seu prestígio para indicar ao povo brasileiro um outro caminho – o caminho da luta pela reforma agrária radical e pela emancipação nacional do domínio imperialista, o caminho da revolução social e da luta pelo socialismo.
Como foi sempre coerente consigo mesmo e com os ideais revolucionários a que dedicou sua vida, sem jamais se dobrar diante de interesses menores ou de caráter pessoal, Prestes despertou o ódio dos donos do poder, que se esforçariam por criar uma História Oficial deturpadora tanto de sua trajetória política quanto da história brasileira contemporânea.
Mesmo após seu falecimento, Prestes continua a incomodar os donos do poder, o que se verifica pelo fato de sua vida e suas atitudes não deixarem de serem atacadas e/ou deturpadas, com insistência aparentemente surpreendente, uma vez que se trata de uma liderança do passado, que não mais está disputando qualquer espaço político. Num país em que praticamente inexiste uma memória histórica, em que os donos do poder sempre tiveram força suficiente para impedir que essa memória histórica fosse cultivada, presenciamos um esforço sutil, mas constante, desenvolvido através de modernos e possantes meios de comunicação, de dificultar às novas gerações o conhecimento da vida e da luta de homens como Luiz Carlos Prestes, cujo passado pode servir de exemplo para os jovens de hoje.
Luiz Carlos Prestes dedicou 70 anos de sua vida à luta por um futuro de justiça social e liberdade para o povo brasileiro. O legado revolucionário de Luiz Carlos Prestes deve ser preservado e desenvolvido pelas novas gerações de brasileiros e de latino-americanos. Esta a razão por que hoje, no âmbito das comemorações do 90° aniversário da UFRJ, assinalamos a passagem de vinte anos do desaparecimento do Cavaleiro da Esperança homenageando sua memória.